Acompanhamento Terapêutico – Adolescentes

A adolescência é um período muitas vezes complexo, os mais novos já não são propriamente crianças mas também ainda não são adultos, situação que muitas vezes é agravada pelos adultos de referência que oscilam na forma como lidam com os adolescentes referindo que “já não tens idade para essas coisas” para pouco depois dizerem “isto é conversa de adultos”.
Para além de esta “instabilidade” sobre o que é para si e não é para si, nesta altura os adolescentes começam a tomar mais consciência das suas próprias personalidades começando, por isso, um processo em que se afastam mais dos pais enquanto se aproximam dos seus pares. Este movimento pode ser difícil de compreender pelos pais, podendo ser um foco de discussões e conflitos entre pais e filhos. Como se isto tudo não bastasse, é durante a adolescência que os jovens começam também a ser expostos a novos estímulos sociais, como diferentes relações de pares, diferentes relações com outras figuras e entidades do mundo que os rodeia e onde vivem. E muitas vezes são lhes pedidas respostas e decisões para coisas que nem eles próprios pensaram ainda, podendo levar a sentimentos de assoberbamento, de não saber o que fazer, não saber como reagir ou lidar com pais, amigos, professores, etc.
O acompanhamento terapêutico com adolescentes procura por um lado intervir em patologias existentes, por forma a que a o adolescente lide com a patologia sem que a mesma o defina, nem o controlo; e por outro visa que o adolescente tenha uma pessoa que não faz parte do seu círculo habitual que o compreenda enquanto indivíduo que está num processo de crescimento do qual fazem parte muitas dúvidas e confusões, e que o possa ouvir sem julgamentos pré-concebidos, nem o tente orientar para qualquer decisão ou caminho pré-definido.